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Você sabe quanto custa demitir um funcionário?

A demissão de um funcionário gera despesas adicionais que nem sempre compensam essa atitude mais drástica. Afinal, os valores rescisórios previstos pela legislação trabalhista brasileira são volumosos, por isso, sempre é bom evitar esse tipo de situação. Por isso, é importante que o administrador conheça as novas regras da reforma trabalhista.

Para manter o funcionário na empresa, o administrador deve desenvolver estratégias minimizem a rotatividade. Uma das mais efetivas é oferecer um ambiente no qual o colaborador se sinta valorizado. Disponibilizar um plano de carreira ou incluir o trabalhador na participação nos lucros da corporação fazem toda a diferença nesses casos.

Quando não existe outra opção que não seja a demissão do funcionário, os valores que devem ser pagos estão previstos na Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT). Eles são diferentes, pois dependem da iniciativa da parte que rescindiu o contrato.

Sem justa causa

Quando a empresa dispensa o funcionário sem que o trabalhador tenha qualquer culpa nessa situação, os valores são:
13º salário: proporcionalmente aos meses trabalhados no ano.
Férias: também proporcionalmente aos meses mais 1/3 constitucional.
Saldo de salário: dias trabalhados no mês da dispensa e eventuais adicionais.
Fundo de garantia por tempo de serviço (FGTS): multa equivalente a 50% dos depósitos do FGTS do funcionário.
Aviso prévio: os valores mudam conforme o tempo de serviço (30 + 3 dias por ano laborado), que podem ser trabalhados ou indenizados. Também deve ser somado 1/12 de férias e o 13º salário como um mês comum.

Justa causa

Quando o colaborador comete uma falha grave que gere a dispensa (abono de emprego, furto de bens, desídia nas funções, indisciplina e insubordinação, assédio sexual, agressões físicas, etc), os valores são:
Saldo de salário.
Férias proporcionais ou vencidas com abono de 1/3.

Pedido de demissão

Quando o próprio colaborador pede o desligamento da empresa, os custos são:
Aviso prévio.
Saldo de salário.
Férias.
13º salário.

Demissão acordada

Essa é uma novidade trazida pela reforma trabalhista. Nesse modelo, a demissão é consensual entre empresa e funcionário. Nesse caso, os valores são:
Multa rescisória de 20% do FGTS.
Metade do valor do aviso prévio indenizado.
Férias vencidas, proporcionais e abono de 1/3.
13º salário proporcional.
Saldo de salário.

Custos indiretos na demissão

Existem outros custos que estão envolvidos na demissão de colaboradores, entre eles, a contratação e a substituição de funcionários. Entre os mais comuns, estão:

Custo Hora/RH

Os custos desses serviços aumentam de acordo com a quantidade de trabalho, pois a precificação do RH consiste em um pacote de serviços baseado no custo por hora. Assim, quanto maior for a rotatividade de uma empresa, maiores serão os gastos com esse departamento.

Hora extra

Quando um funcionário precisa trabalhar além do expediente normal, a empresa deve pagar hora extra, ou seja, um salário por hora acrescido de, no mínimo, 50%.

Treinamento de integração

Os funcionários que acabam de ser contratados precisam passar por um período de adaptação na empresa. Isso também gera custos tanto para treiná-los quanto para oferecer o tempo necessário até que eles atinjam um grau de produtividade satisfatório.
Dependendo da complexidade do cargo, o volume de horas de treinamento pode ser alto, principalmente em funções que exigem um grau menor de erros. Na prática, a empresa está pagando um funcionário que ainda não está efetivamente rendendo.

Diante de todos esses custos que estão incluídos nos casos de demissão, a decisão mais inteligente que a empresa pode tomar é valorizar os funcionários. Assim, além de economizar, a corporação terá maior produtividade e, consequentemente, tranquilidade para traçar os objetivos a médio e longo prazo.

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